Assuntos: Medalha Santos Dumont, Aeroporto Regional da Zona da Mata, PAC Cidades Históricas, Eleições 2010, PSDB e PMDB
Queria que o senhor falasse da importância política desse momento.
Em primeiro lugar, Minas Gerais, felizmente para os mineiros, é um estado que tem muitos exemplos para dar não só ao Brasil, mas ao mundo. Estamos nesta homenagem já tradicional a Santos Dumont, um dos maiores nomes da humanidade, e ao mesmo tempo, sempre lembramos outros grandes vultos de nosso Estado. Então, acho que é uma obrigação nossa, mineiros, termos um comportamento no governo, na iniciativa privada, na educação e na sociedade, sempre em homenagem a esses grandes exemplos da nossa história. E portanto, porque temos história, nós certamente temos também futuro.
Em relação a essa homenagem, nós temos aqui perto, na Zona da Mata, um aeroporto que continua fechado e acabou virando um dilema, o aeroporto de Goianá. O que o Governo de Minas está fazendo e quais são as iniciativas para tentar agilizar, inclusive o tráfego aéreo na região Sudeste?
Bem, já há uma decisão tomada pelo Governo de Minas a respeito de Goianá. Está pronto o edital de licitação para permitir a sua administração pelo setor privado, vocacionando o aeroporto de passageiros, mas também, em especial, um grande aeroporto de cargas, sendo um grande terminal portuário. Foi feita uma consulta pública. Empresas privadas já se manifestaram favoráveis, o edital foi feito. Quando ia ser publicado, o governo federal entendeu que o Governo do Estado a despeito de ter ele, o Governo do Estado, construído com seus recursos o aeroporto, o Estado não poderia fazer a concessão. A concessão deveria ser responsabilidade do governo federal.
Então, nós passamos o edital para o governo federal, para a Anac, e aguardamos agora que a União faça a concessão, porque todos os demais assuntos foram feitos e tomados. Então, dependemos agora do governo federal liberar a licitação, que vai ser feita por eles, para que então tenhamos um gestor privado que vai transformá-lo em um grande terminal multimodal de cargas aéreas.
O PAC Cidades Históricas em Minas, pode trazer algum problema na política do Estado ou não?
Não, ao contrário. Toda obra que seja do governo federal em Minas Gerais é sempre bem vinda, até porque o governador tem dito e é verdade, nós temos um número pequeno de obras do PAC em Minas Gerais, no montante comparado com outros Estados da Federação. As cidades históricas, é bom lembrar, elas são patrimônio não só dos municípios ou de Minas, do Brasil. Mais da metade do patrimônio, 60% do patrimônio histórico brasileiro de responsabilidade do Iphan, que é um Instituto Federal, estão em Minas Gerais. Então são obras muito bem vidas, que nós aplaudimos.
O governador Aécio Neves vem defendendo uma antecipação da decisão da candidatura à Presidência no PSDB, eles selam acordo até janeiro. Aqui em Minas Gerais também é necessário o PSDB antecipar um pouco, já que os candidatos do PMDB e do PT já estão fazendo a campanha?
Não. Há neste momento, por parte do nosso partido, que é o PSDB, especialmente do PSDB de Minas Gerais, um grande esforço para termos logo, no mais tardar em janeiro, como o governador mencionou, uma decisão sobre a candidatura nacional. Uma vez que feita a candidatura nacional, nós teremos as acomodações regionais.
Os próprios candidatos dos outros partidos, todos grandes nomes, tanto do PMDB quanto do PT, também estão nas mesmas dúvidas, porque não há uma definição exata ainda sobre o quadro nacional. E é claro que a posição do governador Aécio Neves é fundamental aqui em Minas Gerais.
Então, nós não temos nenhuma ansiedade nesse momento, ao contrário, o PSDB está marchando firme em Minas, na tentativa de mostrar ao Brasil, especialmente ao PSDB nacional as grandes vantagens de ter o governador Aécio como seu candidato a presidente da República e, portanto, se Deus quiser, vitorioso a presidente a partir de 2011.
O PMDB e o PT firmaram aquele acordo nacionalmente entre os dirigentes e aqui em Minas Gerais formaram o bloco, PMDB se anexou ao bloco de oposição. Isso distancia o PSDB do PMDB aqui em Minas Gerais, principalmente?
Ainda está tudo muito incipiente, ainda há muita, como diz o ditado popular, muita água passará debaixo da ponte antes das definições e alianças, que serão feitas a partir de maio e abril do ano que vem.
É natural que essas posições sejam todas objeto do momento. Preciso relembrar a frase de Magalhães Pinto, que a política é como a nuvem, a cada momento se vê uma figura. Eu acredito que aqui em Minas há um bom relacionamento entre os partidos, houve até um relacionamento muito bom com o próprio PT, haja vista a eleição para a Prefeitura de Belo Horizonte. Então acredito que esse ano ainda é o ano das especulações. O ano das definições, especialmente nas eleições estaduais será o ano de 2010 em seu primeiro trimestre e assim nós teremos essas definições.
E o próprio acordo nacional que foi anunciado entre PT e PMDB em diversos estados da Federação, nós observamos que já tem dissidência bastante vigorosa. Então, nós sabemos que é um pouco cedo ainda e só terá uma definição acredito que melhor a partir do próximo ano. E nesse meio tempo é natural as conversas, as discussões, uma certa angústia.
Em relação ao posicionamento do senhor nas pesquisas. Isso muda alguma coisa em relação à estratégia para melhor posicionamento nas pesquisas?
Em primeiro lugar, eu não sou pré-candidato ou candidato ao governo, ao contrário de outros que já anunciaram. Eu sou o vice-governador do Estado. A partir de abril do ano que vem, o governador Aécio deixará o cargo e eu assumo o Governo de Minas, como ele já anunciou. Ficarei até o final do mandato. As definições do ano que vem, que vão permitir saber quem será o candidato do PSDB. O meu nome ser lembrando, eu fico sempre muito orgulhoso disso.
O governador já insinuou…
Volto a dizer, eu fico sempre honrado, mas não é a nossa prioridade nesse momento. A nossa prioridade do PSDB e das grandes forças mineiras que sustentam o governador Aécio Neves, o governador mais bem avaliado do Brasil, é no sentido da sua candidatura à Presidência da República. E a partir do próximo ano, veremos as questões aqui. E nesse meio tempo, o que nós temos quantificado é simplesmente a ação administrativa do governo. E sempre recebendo no interior do Estado e mesmo na capital, o reconhecimento devido às obras do Governo de Minas que, ao longo desses quase sete anos, fez uma verdadeira revolução na gestão administrativa do nosso Estado.
A decisão do PSDB à Presidência da República pode ser tomada em janeiro. O senhor acredita sendo favorável ao governador Aécio, pode antecipar a saída dele do Governo do Estado? Isso está sendo cogitado?
Eu acho que não. Marcando ou não – Deus queira que janeiro já tenha a definição do governador Aécio,se ele for o candidato do PSDB -, mas não vejo a necessidade de antecipar. Claro que essa é uma decisão de foro íntimo do governador, mas a campanha se dá a partir de junho, quando acontecem as convenções. Acredito que prazos eleitorais serão cumpridos e o governador, como já anunciou, deixará o cargo ao final de março.